sábado, 19 de novembro de 2011

Ovelhas Entre Lobos



De minhas piores horas
Crio minhas maiores obras
De minhas grossas lágrimas
Brotam os maiores sorrisos
E de minha dor
Nasce o amor
Assim vou vivendo
Perdendo-me por aí
Deixando um pedaço de mim
Em cada canto escuro
Na esperança de que a minha luz
Possa iluminar o mundo
Não quero ser o maior
Mas preciso ser o menor
Não quero cessar o meu pranto
Enquanto aqui ainda existir
Um coração solitário
Uma alma perdida
Um estômago vazio
Ou um beco sem saída
Quero ser a água que mata a sede
O alimento que verdadeiramente alimenta
E o amor que sustenta
A esperança do aflito!
Não pretendo ser chamado de santo
E nem idolatrado um dia
Mas quero ser exemplo
De como viver a vida
Perco-me em mim
E me encontro em você
Que este breve texto lê
Tentando entender
Este louco à deriva!
Mas verdadeiramente te digo
Que o vento que me leva
É exatamente o mesmo que me trouxe
É meu pai, minha mãe
Minha verdadeira família
Este vento é você
Que meu breve texto lê
Aproveito e te faço um pedido
Ame cada um!
E não recuse ao faminto
O alimento que a terra lhe trouxe
E nem ao aflito
O amor que lhe pertence
Tudo lhe foi dado gratuitamente
Água alimento e até o maior dom
Que é o dom da vida

Nenhum comentário:

Postar um comentário